Olá a todos o/
Neste blog, vocês irão acompanhar a segunda parte da saga do Devil from Heaven, em uma trama ainda mais envolvente, repleta de batalhas intensas e personagens carismáticos.
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Boa leitura!

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Requiem 30 – The Halo of Devil

Levado desacordado por Rachel, Kamuiya acordou em uma mansão antiga. Lá, ele descobriu que o homem que liderava os Blends, Lúcio, era um principado que conseguia manipular todos os elementos.  Porém, as expectativas de uma pessoa incrível que Kamuiya imaginava se quebraram, quando ele conheceu Lúcio em pessoa. O rapaz era um típico Otaku, viciado em jogos e animes, nem de longe lembrando a pessoa poderosíssima e imponente descrita por Rachel.
Mesmo assim, Kamuiya acabou simpatizando com ele. O blend ruivo sentiu como se o conhecesse de algum lugar... mas onde?

O “Aniki” Lúcio sentou-se em um dos bancos de mármore do lado de fora de sua mansão, para que Kamuiya pudesse apreciar a vista.



A mansão era imensa, possuía três andares, e alguns quartos de sótão. Atrás dela havia uma grande torre de transmissão wireless, mas que fora readaptada pelo proprietário para capturar e fornecer energia elétrica. Além dos pátios revestidos por paralelepípedos de granito que formavam mosaicos e um belo jardim, havia uma mureta delimitando a propriedade de Lúcio. Um belíssimo portão de ferro marcava a entrada, que se estendia para um caminho pavimentado por dentro de uma floresta frondosa e verdejante.


Aquele era o lugar mais bonito que Kamuiya já tinha visto.
-  Nossa... Pra ter uma casa assim... Você deve ser podre de rico!  - disse Kamuiya
-Haha, que nada – Lúcio sorriu envergonhado – Eu apenas ganhei de presente...

“Ganhou de presente?” Kamuiya pensou em perguntar sobre, mas achou melhor não ser tão intrometido.
Logo em seguida, Lúcio apresentou a mansão por dentro.
-Esta é a sala de estar... Esta é a cozinha... Aqui fica um dos cinco banheiros – dizia o rapaz, meio envergonhado por ter uma casa tão grande, enquanto Rachel apenas os seguia calada e com um olhar ranzinza. – E finalmente... Esse é meu laboratório, onde eu estou produzindo o remédio que vai curar os genes demoníacos. – Lúcio apontou para uma porta no fim de uma escadaria para o porão da residência. – Nunca, em hipótese alguma, você deve entrar aí... O mesmo vale pra você Rachel.
- É, eu sei, eu sei. – disse a garota – Você não tem como garantir nossa segurança se a gente entrar aí...
- Uau! Então você é um cientista mesmo? – perguntou Kamuiya, que ainda não havia se acostumado com o estereotipo de Otaku do Lúcio.
-Cientista não...O correto seria... – O rapaz olhou sério pro cima dos óculos – Alquimista!
Lúcio o otaku KKKK


-Alquimista, eh? – claro que  para Kamuiya aquilo não fazia a menor diferença – Mas então, e quanto ao remédio que você tá criando?
-Ah sim...primeiro você precisa entender uma coisa... – Lucio coçou a cabeça – é meio complicado, mas vou tentar explicar de um jeito fácil...

*Hora da aula!*
Há dois mil e onze anos atrás, um fenômeno anormal ocorreu neste mundo. Um fenômeno que deu origem aos anjos e aos demônios. Isso era de conhecimento geral. O que poucos sabem é... O que realmente foi aquele fenômeno.
Por razões tão desconhecidas quanto à origem da vida, o planeta foi coberto por uma substância que Lúcio batizou de “Physis”.

achei foda essa imagem, foi mais ou menos isso ae que aconteceu.

A “Physis” foi o fator responsável por modificar os genes dos anjos e dos demônios, transformando-os no que são. Mesmo nos dias atuais, o mundo continua coberto pela Physis. Ela é uma substância presente em todas as partes, no ar, na terra, na água, até mesmo dentro dos corpos dos seres. A Physis não pode ser visto, não emite cheiro, e sua existência sequer pode ser percebida.
Quando um anjo luta, ele capta a “Physis” do ambiente para usá-la como combustível para seus golpes elementais. Ela seria o que chamam de “energia Elemental”, mas em um campo muito mais abrangente, visto que ela fornece todos os tipos de elemento, incluindo o arqué de Kamuiya e o psique de Rachel, além de todos os demais elementos ainda não descobertos.
Se fossemos falar em linguagem de games... Physis seria o que chamam de “Mana”.


-Entendeu, Kamuiya? – Lúcio perguntou.
- ... – o garoto já havia desistido de prestar atenção na segunda frase. – E o remédio?
-... Enfim... Eu estou tentando produzir uma nova versão da Physis original, a que modificou os genes dos organismos... Se eu conseguir produzir uma Physis sólida, mas alterá-la para recuperar os genes ao estado original, usando compostos com capacidade de cura e regeneração ( como os anticorpos de Bergstein) ... Ao invés de transformar um ser vivo, ela vai fazê-lo retornar ao seu estado original.
-Ah...acho que entendi... – Era obvio que Kamuiya não entendeu quase nada.
- Mas, apesar de eu ter conseguido todos os compostos regenerativos de que precisava... Ainda falta algo para tornar a “Physis” funcional. Trata-se da maior fonte de energia que o mundo já viu... Estou falando disso aqui.
De seu bolso, Lúcio retirou uma estrutura em forma de semi-arco, que emitia um belo brilho dourado. Kamuiya já havia visto aquilo. Ele nunca iria se esquecer. Aquela coisa...havia uma igualzinha na  cabeça de Barbatus, o dragão que ele enfrentou há muito tempo atrás, na ilha dos demônios!
Aquele objeto foi o real motivo do principado Phill, que estava disfarçado de estudante normal, enviar Kamuiya e seus amigos para a ilha. Com a confusão que eles causariam enfrentando os demônios, eles despertariam Barbatus, para que Phill pudesse derrotá-lo e levar o objeto, que posteriormente entregaria para Ivanovich.
- O que é isso, Lúcio??
- Isso aqui é... Um pedaço da auréola de Satanel, o Rei dos demônios!
- Quê??? – Kamuiya perguntou espantado
-Isso mesmo. O Rei demônio tinha uma energia tão absurda, que mesmo após ser derrotado, ela continuou existindo. A sua auréola se compactou e se solidificou,  espalhando-se pelo mundo.Precisamos juntar as 4 para energizar a Physis. – Lúcio continuou com a explicação -  Para isso, contamos com a ajuda de mais 5 mestiços,  que procuram informações sobre as partes da auréola... Todo fim de semana, nós nos reunimos para trocar informações , e treinar.


Terminada a explicação, Lúcio prepara um almoço para Kamuiya e Rachel (“ a cozinha é um dos melhores laboratórios ”). Enquanto comia, Kamuiya explicou a sua situação atual, perguntando se podia ficar escondido na mansão dele por uns tempos, até eles completarem a Physis.
-Tenho certeza...Depois que esse remédio ficar pronto, e eu voltar ao normal, poderei viver uma vida normal novamente!
-Hahaha, tudo bem, Kamuiya! –disse o “Aniki” - Você pode ficar em qualquer um dos 20 quarto, o tempo que for preciso...
-Eu vou ficar por aqui também! – disse Rachel, enérgica – N-não que eu queira ficar perto de você, ou esteja preocupada contigo...  – a garota gaguejou e corou
-Ahn?
- Não me olhe assim, seu nojento! – Rachel deu um tapa em Kamuiya, só por ter olhado para ela – Preste atenção Já que vamos viver um tempo sob o mesmo teto, quero que você fique sempre a cinco passos de mim! SENÃO, EU VOU TE BATER! – disse ela, subindo as escadas e batendo a porta do quarto.
-Droga...realmente não entendo ela. – Kamuiya murmurou, enquanto Lúcio abafava uma risada.

E dessa forma, teve inicio a estadia de Kamuiya na mansão de Lúcio.  Com um novo objetivo e novos aliados estabelecidos, um pouco da angustia do coração de Kamuiya se esvaiu. Porém, lá dentro, ainda restava um medo, um temor primitivo, que ele não sabia dizer exatamente o que era...
 -“Por que...” – pensou ele – “Por que eu me sinto tão ameaçado quando to perto da Rachel???”

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